DEVANEIOS DE UM TOLO
Marcadores: amor , decepção , Drama , paixão , poesia , rimas , solidão
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Último trecho da parte anterior.
O amor de Emily era tanto que o escritor estava estendendo mais sua história, a mais feliz que ele já criara. Porém, suas férias estavam terminando, já que a editora havia dado um prazo de entrega. E ele precisava assinar certos documentos, e que só poderiam ser feitos no Brasil.
PS: Imagens meramente ilustrativas.
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Mas ele não queria deixar Emily. Alexandre, então a convida a ir morar com ele. Ela fica lisonjeada e gostaria muito, porém tinha que tomar conta de sua mãe que já tinha idade e seus outros irmãos não se importavam muito com ela. Ele realmente fica triste com isso, mas ainda não tinha certeza do que sentia para poder largar tudo e ficar permanentemente por lá. Então, volta ao Brasil. No meio da viagem, termina sua história. Ele não queria matar seu personagem desta vez, então apenas escreve que a arqueóloga termina seu trabalho e não poderia ficar junto do aventureiro, fazendo com que ele se decepcionasse e tentasse se suicidar, porém é impedido por seus amigos e termina tentando achá-la por todos os cantos do mundo, sem sucesso. A produtora aceita e publica seu livro.
Após 2 meses, a crítica em cima do livro é dura, pois a história não condizia com que Alexandre costumava escrever, e não estava satisfazendo nem seus fãs que gostavam de seus finais trágicos, nem outros leitores que gostavam de finais felizes. Foi o livro menos vendido, fazendo com que ele perdesse credibilidade e dinheiro. Sua editora rescindiu seu contrato e Alexandre não tinha mais motivação de continuar histórias.
Então, ele resolve viajar novamente para a Inglaterra. A primeira coisa que faz é procurar por Emily na lanchonete. Porém, para sua surpresa, ela havia sido demitida. Ele foi até sua casa, e descobre que desde que havia sido demitida foi despejada por não pagar o aluguel e ninguém sabia por onde ela andava. Alexandre estava desesperado, queria encontrar Emily e estava preocupado. A procura por todos os cantos da cidade, nos lugares mais pobres, mas não a encontra em lugar nenhum. Ele estava praticamente desistindo e voltando ao Brasil, conformado que seria apenas uma aventura de férias da qual ele jamais iria se esquecer. Porém, ele teve uma ideia. Escreveu seu livro recente, do qual foi severamente criticado em uma versão em inglês e com um final totalmente diferente: onde o aventureiro vai a procura da arqueóloga por toda parte do mundo e não a encontra. Após dois anos de procura, ele volta para casa, onde descobre que a arqueóloga havia se mudado para sua cidade, por causa dele, e estava a sua espera por todo esse tempo, sem saber por onde ele andava. No final ficam juntos. E foi o primeiro livro onde Alexandre escreve um “felizes para sempre”. Ele enviou para uma editora de livros inglesa que admirada com a história, a publicou e virou um sucesso. Uma das exigências de Alexandre era que na primeira página tivesse uma dedicatória com os seguintes dizeres, em inglês, obviamente: “Dedico este livro à Emily. A mulher que mais amei nesta vida e que jamais esquecerei. Não sei onde você está, mas saiba que jamais te esquecerei. Por você, mudei o modo de enxergar a vida. Se vir isso, você sabe onde estarei todos os dias te aguardando, até que você apareça.” Ele se referia à lanchonete da qual ela foi despedida.

Continua...



Mais uma parte da história de Alexandre, agora perto de seu desfecho.
Confira o último trecho da parte anterior.
"Criou o livro “A depressão que me consome” e foi um sucesso. Milhares de vendas e muito dinheiro. Alexandre se tornou independente. Comprou uma casa e continuou sua carreira, e a cada livro novo vendendo mais do que o anterior. Às vezes, ele fazia continuações de antigos livros onde o protagonista morria, mas algum coadjuvante tinha um final feliz. Então, Alexandre continuava a história do antigo coadjuvante e agora novo protagonista, onde seu final também terminava de forma ruim. Ele nunca viu o lado belo da vida, o olhar para frente e continuar sonhando."
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Financeiramente, ele era realizado, nada mais lhe faltava, mas ele continuava infeliz. Praticamente não tinha amigos, e os poucos que tinha eram na verdade fãs interessados em seu dinheiro. E ele tinha consciência disso. Cansado desta situação, em suas férias, decidiu viver novas experiências. Foi viajar para a Europa, mais precisamente para a Inglaterra. Conheceu pontos turísticos, saía todo dia e escrevia em uma espécie de diário tudo que vivia naqueles dias. Ele até gostava de lá, mas se sentia solitário. Lá na Inglaterra teve a ideia para um novo livro. De um viajante atrás de novas aventuras e que se apaixonava por uma arqueóloga inglesa no Egito. Ele já tinha a ideia do final, onde o rapaz morreria perdido dentro de uma das pirâmides. Estava construindo o desenvolvimento ainda, mas não tinha ideias de como ele conheceria a arqueóloga. Então foi para uma lanchonete tomar um café e ver se pensava em algo. Lá, ele se admirou com a beleza de uma garçonete, que aparentava ter uns 25 anos, muito bonita e que lembrava demais a única mulher que ele amou: Camila. Ele sabia falar inglês fluentemente e pergunta à garçonete seu nome, ela responde: Emily. Ele estava encantado com ela, porém não queria se iludir novamente, então apenas paga a conta e sai admirado e pensando em voltar lá no dia seguinte. A beleza de Emily o encantou a tal ponto que, em sua história, começou a escrever com mais felicidade, dando momentos mais felizes ao personagem, como mais tempo junto com seu amor. Mas, sua característica ia prevalecer. No dia seguinte, ele voltou lá, e ficou o tempo todo admirando a garçonete, que era um pouco desastrada e derrubava algumas coisas, às vezes. Alexandre estava com seu notebook na cafeteria, então ficava o dia inteiro lá, dizendo que estava ali para escrever sua história. Ele realmente fazia isso, mas o real motivo era ver Emily. Sua admiração era tanta que descrevia perfeitamente as características de Emily na arqueóloga de sua história, até mesmo o fato de ser um pouco atrapalhada. Alexandre convida Emily a ler um trecho de sua história (usando um tradutor) e pergunta o que ela achava. Ela fica admirada com a história e diz que queria saber mais sobre isso. Ele, então, a chama para sair, assim ele explicaria melhor sobre sua profissão e suas histórias. Ela aceita, já que estava admirada com a beleza da história que ele estava escrevendo. No jantar, quando ele lê a parte que descreve a arqueóloga (inclusive onde ele dizia que era uma das mulheres mais lindas que já existira), Emily comenta onde ele achou inspiração para tais descrições. Alexandre é sincero e diz que vinha dela. Emily agradece, um pouco constrangida, e começa a se interessar mais pelo escritor. Após o jantar, ele a leva para casa, com eles caminhando enquanto conversavam. A cada palavra que ele dizia Emily ficava mais admirada com Alexandre. E ele, pela primeira vez, desde que havia conhecido Camila, tinha esperanças de que poderia ser feliz. Depois de três dias em que ele foi visitá-la na lanchonete, ela pergunta o que o faz ser um cliente tão fiel. Ele diz que porque em nenhum outro lugar do mundo, encontraria alguém como ela. Ela começa a se apaixonar por ele, e ele já não conseguia mais ficar sem vê-la. Depois de um tempo começam a namorar. Alexandre sentiu algo que nunca havia sentido na vida: estava se sentindo amado. O amor de Emily era tanto que o escritor estava estendendo mais sua história, a mais feliz que ele já criara. Porém, suas férias estavam terminando, já que a editora havia dado um prazo de entrega. E ele precisava assinar certos documentos, e que só poderiam ser feitos no Brasil.
Continua...
